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Associação Horto D´El Rey

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Vista aérea parcial do Horto D´El Rey da Cidade de Olinda. Passe o mouse pela imagem acima para ver um detalhe do Horto desde a janela do Seminário de Olinda, destacando-se, ao fundo, as torres da Sé.

              Q U E M    S O M O S

A Associação Horto D´El Rey, com sede na cidade de Olinda, entre outras finalidades,  desenvolve atividades tendentes a criar condições objetivas para a reabertura e utilização do antigo "Horto Botânico de Olinda", hoje conhecido apenas como "Horto D´El Rey" para a comunidade. Fechado há quase 150 anos, agora, o Horto vê-se ameaçado por empreendedores ávidos por lucro fácil, apesar de achar-se protegido como rigorosa área de preservação ambiental por dispositivos municipais, estaduais, federais e até internacionais, vez que Olinda ostenta o título de Cidade Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade. 

As propostas são resultantes do esforço de inúmeras pessoas e entidades de Olinda que tentam fazer com que a área retorne a ser um espaço público  irradiador de ações comunitárias de lazer,  educação ambiental e outros benefícios para a população olindense, traduzidas, sobretudo, em qualidade de vida.  A área do Horto D´El Rey (mais ou menos 13 hectares) situa-se no centro da parte histórica da cidade, destacada pela presença acentuada do verde, quintais, encostas, torres e telhados das suas velhas edificações.  Olinda, historicamente, foi a segunda cidade brasileira a abrigar um Horto Botânico e, ironicamente, talvez a primeira a perdê-lo de maneira inusitada, quando o governo provincial,  em 1854, ordenou a  venda, em hasta pública, do Horto Botânico de Olinda.

Por fim, o que deseja  a comunidade olindense é trazer de volta para  uso público de seus moradores o Horto D´El Rey. Essa é a luta da Associação Horto D´El Rey.       

 

OPINIÃO: AMEAÇA A OLINDA

                           Clóvis Cavalcanti*

Quase vinte anos depois de Olinda ter recebido da UNESCO o título, que muito lhe deveria honrar, de patrimônio mundial, o que se vê hoje não é apenas uma cidade que se tornou decrépita nos últimos tempos (a Prefeitura está tentando reverter essa tendência), mas uma cidade sob ameaça permanente. Ameaçam-na agora, por exemplo, funestas idéias como a de se construir um monumental shopping center, plantado em cima de pilares gigantescos, numa das maravilhas olindenses, o Horto D´El Rey, juntamente com teleférico e outras aberrações inomináveis. Ora, não se faz sentido algum querer transformar assim tão radicalmente o patrimônio que Olinda representa, seja em termos ambientais, seja no que toca à sua bela herança de monumentos ímpares. O Horto, grande e rico jardim botânico que cobre o lado norte da colina da Sé, existe há quatrocentos anos. Deveria ser transformado, sim, em parque ecológico, sob a guarda severa dos poderes públicos. Mas, não. Pensando em ganhar dinheiro fácil, há empreendedores (ou será um só empreendedor?) que desejam "aproveitar" essa área para dar-lhe fim comercial dos mais mesquinhos. Ora, quem seria o maluco que pensaria em construir no Central Park, de Nova Iorque, algo semelhante? Ou no Hyde Park, de Londres; na Floresta da Tijuca, do Rio de Janeiro; No Bosque Rodrigues Alves, de Belém? E olhe que em nenhum desses lugares se poderia invocar a proteção do patrimônio natural que o título da UNESCO dado a Olinda oferece.

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 * Clóvis Cavalcanti é Economista e Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ)